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A Associação Brasileira do Sono acaba de lançar o Consenso de Narcolepsia, doença rara, que leva em média 10 anos para o diagnóstico preciso.

Os sintomas mais comuns dessa doença são sonolência excessiva diurna, cochilos involuntários durante o dia e episódios de paralisia do sono.

Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas no mundo tenham a doença.

Os principais sinais da Narcolepsia são:

– Sonolência excessiva diurna;

– Cataplexia (episódios repentinos e reversíveis de perda da força muscular, geralmente desencadeada pelas emoções, como riso, alegria, surpresa ou raiva;

– Paralisia do sono (incapacidade de ser mover por alguns segundos. Pode acontecer ao adormecer ou acordar;


– Sono noturno interrompido (mesmo com sonolência excessiva durante o dia, o sono da noite é fragmentado.


– Alucinações no início do sono ou ao despertar (são sensações de estar sonhando acordado que ocorrem ao adormecer ou ao despertar.

“Os sintomas da Narcolepsia variam de pessoa para pessoa, mas na maioria dos casos a sonolência excessiva durante é o sintoma mais comum. Ao aparecer qualquer um desses sinais é importante que seja feita uma avaliação médica para que se possa fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento. No Brasil, a doença ainda é pouco conhecida e, por isso, muitas pessoas demoram quase 10 anos para receberem o diagnóstico”, afirma Dra. Andrea Bacelar, médica neurologista, presidente da Associação Brasileira do Sono.

Tipos de Narcolepsia:

Existem dois tipos de Narcolepsia: Tipo 1 e Tipo 2.

– Tipo 1 – quando o paciente apresenta níveis baixos de hipocretina, relato de cataplexia e sonolência excessiva diurna.

– Tipo 2 – quando há sonolência excessiva diurna e geralmente não há fraqueza muscular desencadeada por emoções. Os sintomas são menos graves e os níveis de hipocretina são normais.

Tratamento:

Há duas formas de se tratar a Narcolepsia: tratamento comportamental e tratamento medicamentoso.

Tratamento Comportamental – Baseia-se nas orientações da família e paciente, com orientações de mudança de hábitos diários e novas medidas de segurança, como evitar trabalhos em turnos; novas medidas de higiene do sono com programação de breves cochilos durante o dia para melhorar o estado de alerta.

Tratamento medicamentoso – para controle dos sintomas mais incapacitantes, como a sonolência excessiva e a cataplexia.

No site da Associação Brasileira do Sono está disponível uma cartilha informativa sobre a Narcolepsia. Clique aqui e acesse o conteúdo gratuitamente.

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